6 coisas que aprendi com minha gata

Quem acompanha o blog semanalmente, em algum momento já ouviu uma história ou outra da minha gatinha Ruby. Pra quem chegou agora, vou dar uma rápida resumida: há dois anos, achei uma gatinha que tinha apenas dois meses de vida abandonada na rua. Cuidei dela, dei amor, carinho e um lar.

Agora ela está bem, saudável e apronta um monte! Durante esse período, achei que eu tinha feito muito por ela, mas hoje percebo que na verdade foi ela que fez muito por mim. Aprendi muitas coisas mas vou me ater a falar sobre 6 delas. Confira!

Eu sou casada e não tenho filhos. Minha casa sempre foi muito organizada e limpa porque, como boa virginiana, aprecio muito cada coisa em seu lugar. Confesso que tenho um pouco de TOC com certas coisas, por exemplo: quadro torto na parede me faz quase enfartar e as cadeiras precisam estar milimetricamente alinhadas! Sim, eu sei, terapia me faria bem! (Risos).

Era assim até que a Ruby chegou e me ensinou que:

1- Cada coisa tem seu lugar

Na primeira semana da Ruby em nossa casa, compramos uma caminha que colocamos na área de serviço próximo à água e comida. Ela só dormia perto da cozinha bem ao lado da porta de saída. Dormia no chão mas não usava a caminha caríssima que compramos! Ok! “Cada coisa em seu lugar” significa cada coisa no lugar que ela quer. Colocamos a caminha onde ela ficava e ela dorme lá até hoje!

Já na primeira semana, percebi que as coisas mudariam por aqui… Ou as coisas ficariam onde ela quer ou ela ignoraria tudo! Assim como eu tenho os meus TOCs, ela tem os dela. Não é porque é um bicho que não tem vontades ou desejos. Ela gosta daquele cantinho, então deixa ela dormir onde se sente bem!

2- Aprendi a abrir mão de bens materiais

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Gente, tudo isso aqui é só passagem! Quando partimos para o outro lado, não vamos levar nada! O que é um mero sofá “gatomizado”? O que deve significar um forro de cama, lençóis furados, vasos quebrados, cadeiras arranhadas, controles remotos roídos, almofadas destruídas? O que significa isso?? Significa que ela não tinha brinquedos suficientes!

A Ruby ainda faz bastante arte! Fura os lençóis, vez ou outra quebra um vasinho e rói uns sapatos, mas reduziu muito depois que investimos em brinquedos. Tenho mil ratinhos pela casa pra ela caçar, várias bolinhas com penas, sempre que possível deixo uma caixa de papelão a vista e fiz um arranhador que a fez esquecer meu sofá! (Aliás, veja aqui como eu fiz um arranhador com material reciclado.)

3- Carinho que vai é carinho que volta

Ruby é muito na dela, sabe, não gosta de muita agarração, não. Os preconceituosos dirão logo que os gatos são traiçoeiros, que só gostam da casa e blá, blá, blá.

Bem, certa vez eu tive uma crise renal e precisei fazer repouso por uns dias. Ruby simplesmente não saiu do meu lado! Dormiu no meu colo e ficou me zelando até que eu estivesse bem. Quem tem um gato nunca ficará sozinho! Amor, carinho, dedicação e sem interesse!

4- Respeito é bom e todo mundo gosta

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Quem tem um gato precisa saber que ele é um ser de personalidade forte! Todos nós temos aqueles dias em que não estamos muito animados para conversar e nem para forçar riso de piada sem graça só pra agradar os outros. Com os gatos também é assim: há dias que eles não vão querer “conversar”.

Na hora do carinho, existem lugares em que não se pode tocar porque é unhada na certa! E sabe de uma coisa? Eles estão certos! A gente tem mania de querer agradar, fica rindo de piada sem graça e pra quê? A gente precisa se amar em primeiro lugar! Rir quando a piada for boa. Sinceridade é importante sim, mas principalmente, a gente precisa ser sincero com nossos sentimentos.

5- Um “não” sempre pode ser um sim

Meu marido odiava gatos, nem sei os motivos, mas não gostava. Ruby ficou meio a contragosto dele. No início era assim: “Não vou querer gato no sofá.” A Ruby ficou no sofá o quanto quis. “Não vou querer gato no meu escritório.” Ruby dormia muito lá, inclusive na cadeira dele! “Nada de gato na cama.” Ruby dorme até hoje no meio das pernas dele! Gatos não conhecem a palavra “não”. Meio que são senhores da verdade! hahaha…

Oras, se o gato não aceita o “não” como resposta, por que eu tenho que aceitar? O “não” é sempre a opção que já temos, o sim é lucro. Por isso, aprendi a me preparar não para o “não” que afinal já tenho, mas para o sim que é o desejado. E ainda que eu receba uma negativa de primeira, aprendi com a Ruby que nenhuma opinião é imutável.

6- Gratidão

Ruby em seu soninho de beleza, na minha cama, é claro! :)

A Ruby mudou toda a rotina da minha casa, virou tudo de pernas para o ar! Mas ainda assim sinto que vale cada minuto ao lado dela. Como pode uma bolinha de pelos mal-humorada que não gosta de carinho fazer tão bem para a gente? Ela é muito ativa, corre, dá bote, rouba comida da mesa, vira lixeira da pia, rói minhas plantas, pica papel pela casa toda, olha pro nada só pra eu achar que tem fantasma em casa, enfim, movimenta esse lar!

Mas nem só de sapequice é que vivemos. Ela nos espera na porta de casa quando saímos, pede carinho, ronrona no colo, dá cambalhota no nosso pé pedindo carinho, aquece meu pé no inverno e nos diverte muito com suas traquinagens! Eu sei que ela nos ama e nos devolve esse amor sem pedir nada em troca. Isso é gratidão e nós também somos gratos pela alegria que ela trouxe para nosso lar!

Temos que ser gratos não só pelas grandes conquistas, mas também pelas pequenas coisas que acontecem no nosso dia a dia. Agradeça pelo café quentinho da tarde, por ter um lar, por cada dia ser uma chance de fazer tudo novo, pela vida!

E você, o que aprendeu com seu peludinho? Conta pra gente aqui nos comentários!

Semana que vem a gente volta com mais dicas e cuidados pra vocês, até lá!

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2 Comentários

  1. Quando se adopta um animal tem que se fazer cedências, é o mesmo que ter filhos. A vida nunca será a mesma, a casa vai sofrer, mas a casa passa a parecer completa apenas quando eles estão. A companhia que fazem é indiscritível, os gatos ligam-se a nós e amam-nos à sua maneira.

    Quando os perdemos é um vazio. Cheguei a ter 5 gatos em casa, aos poucos fomos os perdendo e agora resta-nos uma, a Rita. Apesar de ela rodar pelas divisões e fazer companhia a toda a gente ainda se sente um vazio. Tendo em conta a instabilidade profissional que poderá requerer viajar e a impossibilidade de os meus pais ficarem responsáveis por mais animais, decidi arranjar uma tartaruga que poderei facilmente levar comigo.

    • Fabiana Xavier

      Lindas e sábias palavras, Drª Joana!

      A casa fica mesmo movimentada, mas nada paga esse amor que sentimos!
      Tenho certeza que essa tartaruga está muito feliz ao seu lado! <3

      Um abraço!

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