Adoção especial: por que não?

Fofão, de Londrina-PR
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É claro que, quando pensamos em adotar um animal, sempre imaginamos que novo filhote será o mais lindo e perfeito possível. Queremos um animal saudável, com uma bela aparência e isso é mais do que natural. Mas que tal adotar um animalzinho especial?

Existem vários animais doentes ou deficientes, abandonados em abrigos, aguardando por uma segunda chance. Muitos sofreram acidentes e sua deficiência é uma consequência. Outros, no entanto, foram vitimados pela crueldade humana, sofreram abusos e maus tratos e foram abandonados para morrer. E outros apenas adoeceram, mas foram abandonados por não serem mais “úteis” ou “belos”.

Alguns casos são mais graves. Nem todo mundo tem condições de tratar de um animal paralítico, com necessidades especiais para urinar ou defecar. Ou um animal completamente cego, que precise ser constantemente guiado. Mas, se você dispuser de tempo para dedicar a um animalzinho tão necessitado, por que não? Oferecer amor, carinho e proteção a quem mais precisa e, como recompensa, ver seu animal quebrar barreiras na tentativa de ser feliz. Afinal, quantos são os casos de animais que fazem o impossível, somente porque são amados e alguém acredita em sua recuperação?

Zezinho, de São Paulo – SP
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Existe também a possibilidade de um animal ficar no final da fila de adoção por ter alguma doença. Mas a maior parte das doenças é tratável e só contamina outros animais, da mesma espécie. Então, por exemplo, você pode adotar um gatinho portador de FELV (a AIDS felina), se não tiver outro gato ou se adotar todos com esta doença. Eles podem ter uma vida perfeitamente normal, só não podem ter contato com gatos saudáveis, para não contaminá-los. O mesmo acontece, por exemplo, com cães portadores de cinomose. A doença pode ser tratada e o cãozinho pode ficar totalmente recuperado. Só não deve ter contato com outros cães para não contaminá-los enquanto não estiver totalmente saudável. Depois, é vida normal! São casos difíceis, que também demandam dedicação e possuem restrições, mas é possível ter uma vida normal e tratar um animal doente para que ele se recupere da melhor maneira possível.

Zondinha, de Garopaba – SC
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E temos aqueles casos mais fáceis, quando o dano sofrido pelo animal é muito mais estético do que comprometedor. Animais sem uma das patas, cegos de um único olho, com o rosto deformado por miíase ou queimaduras. Enfim, pequenos “defeitos” que não comprometem em nada sua mobilidade ou suas habilidades. Nesses casos, o animal é deixado para trás simplesmente por ser considerado “feio”. Mas nós, que amamos os animais, bem sabemos que o nosso filhote é sempre o mais belo do mundo, não importa como ele seja.

Portanto, quando for adotar um animal, lembre-se de que não está levando um enfeite para casa, mas sim optando por acolher uma vida. Todo e qualquer animal merece igualmente um lar amoroso mas, se você puder dar uma chance àqueles comumente rejeitados, estará fazendo muita diferença no mundo deles. Afinal, adoções especiais são para pessoas especiais.

Pepino, do Rio de Janeiro – RJ
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Os animais que ilustram esse post estão cadastrados no Amigo Não se Compra aguardando adoção. Veja aqui outros peludos que aguardam um lar em todo o Brasil.

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9 Comentários

  1. danusia

    obrigada por divulgarem a adoção do fofão, mas ele não está mais pra adoção agora. eu mesma vou ficar com ele, não tenho coragem de doá-lo pra ninguém. já atualizei o status dele. muito obrigada!

    • Natalia Kelbert

      Que legal, Danusia, ótima notícia! Parabéns pela atitude!

  2. eu quero aotar uma cao

    eu preciso de um cao pois minha vo deu catarata e ela esta sega preciso de um cao de guia de grande porte pois nao da para um cao pequeno ser cao de guia

  3. Pingback: Lealdade humana – cuidados com um cãozinho deficiente | Amigo não se compra

  4. Pingback: Animais de rua são um problema ou o problema somos nós?Amigo não se compra

  5. Aline

    Gostaria de uma fêmea especial pequeno porte , roubaram o maltês da minha filha de 5 anos , ela chora muito , me pediu um outro igual mas decidi adotar um tão especial quanto o que perdemos , e decidimos adotar os que seria mais difícil receber um lar que são os deficientes , moro em apartamento por isso não pode ser grande. Obrigada

    • Robin

      Olá, meu nome é Robin sou morador de Guarulhos, a uns 5 meses atrás presenciei um atropelamento de uma cadelinha vira lata , o proprietário do veículo fugiu sem prestar socorro e por falta de sorte não consegui pegar a placa do veículo, sem muito o que fazer ou pensar peguei a cadelinha com muito cuidado pois estava se rastejando e gritando muito e socorri levando ao veterinário, gastei uma grana mas foi compensador pois queria vê-lá sem dor, mas para minha surpresa uma notícia muito triste pois a cadelinha havia ficado paraplégica e já não movimentava as duas patas traseiras, com muito cuidado levei para casa de uma Visinha pois moramos em apartamento construímos uma cadeira de rodas e experimentamos nela, serviu certinho e a cadelinha ficou super feliz, hoje ela anda de um lado para o outro, mas não posso ficar com ela pois moro em apartamento e a senhora não quer mais ficar com ela pois o acordo foi até ela melhorar das feridas, e não posso deixa- lo na rua e muito menos descumprir me acordo com a senhora, eu ajudo com ração e o que for preciso mas gostaria de achar um lar para ela e gostaria de contar com a ajuda de vcs se possível

    • felipe

      Olá Aline, bom dia!

      Você conseguiu achar uma fêmea especial de pequeno porte?
      Eu tenho uma para adoção.

      At.

      Felipe

  6. Robin

    Olá, meu nome é Robin sou morador de Guarulhos, a uns 5 meses atrás presenciei um atropelamento de uma cadelinha vira lata , o proprietário do veículo fugiu sem prestar socorro e por falta de sorte não consegui pegar a placa do veículo, sem muito o que fazer ou pensar peguei a cadelinha com muito cuidado pois estava se rastejando e gritando muito e socorri levando ao veterinário, gastei uma grana mas foi compensador pois queria vê-lá sem dor, mas para minha surpresa uma notícia muito triste pois a cadelinha havia ficado paraplégica e já não movimentava as duas patas traseiras, com muito cuidado levei para casa de uma Visinha pois moramos em apartamento construímos uma cadeira de rodas e experimentamos nela, serviu certinho e a cadelinha ficou super feliz, hoje ela anda de um lado para o outro, mas não posso ficar com ela pois moro em apartamento e a senhora não quer mais ficar com ela pois o acordo foi até ela melhorar das feridas, e não posso deixa- lo na rua e muito menos descumprir me acordo com a senhora, eu ajudo com ração e o que for preciso mas gostaria de achar um lar para ela e gostaria de contar com a ajuda de vcs se possível

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