Adotei um animal e me arrependi. O que fazer?

Todos os dias recebemos ínumeros contatos de pessoas que querem adotar e não na mesma proporção, pessoas que adotaram e se arrependeram. Fico pensando o que acontece com essa lacuna entre o quero um gato e o me arrependi. Pensando sobre o assunto, cheguei algumas conclusões, não finitas, mas que gostaria de dividir com vocês.

Antes mesmo de eu falar sobre meus pontos de vista, deixo claro que não é algo aboluto. O espaço aqui é aberto para todos e desde que respeitosa, todas as opniões são bem aceitas.

Leia o texto abaixo:

Por motivos óbvios, não vamos informar a identidade da pessoa. Quero muito que ao ler, você abra a mente e veja além. Em um primeiro momento você pode até pensar “nossa, que pessoa ruim”. Se pensou assim, releia por outro ângulo.

Esta pessoa que vou chamar “P” estava no limite, mas a história toda estava errada desde o começo. Vejo uma sucessão de equívocos:

  1. Adotou um novo gato de forma implusiva por recomendação do médico veterinário;
  2. Quanto mais novo, mais ativo é o animal;
  3. Animais têm personalidade e isso precisa ser respeitado;
  4. Não houve uma devida aproximação entre os animais;
  5. O filhote brinca de morder;
  6. O marido não aprovou a nova integrante mas ainda quer tentar;
  7. P está infeliz.

Regra básica social: antes de julgar, entenda.

É obvio que estava vivendo um drama e o texto foi na verdade um desabafo, mas as pessoas das redes sociais não estão preparadas para a verdade. Não estão preparadas para ajudar, somente julgar. E me baseando nos ínumeros e-mails que recebo de pessoas que adotaram e se arrependeram, P não é único.

Antes de adotar um animal…

Existem algumas coisas que você precisa levar em consideração antes de adotar. Isso com certeza vai reduzir as chanches de arrependimento ou mesmo evitar uma dor desnecessária para ambos, anota aí:

Adoção é um ato lindo, mas não pode ser feito no impulso ou apenas por indicação de terceiros. Mesmo que esse “terceiros” seja alguém de confiança como o veterinário. Adoção é um ato sério que precisa ser pensado com antecedência. Você deve fazer uma lista com o trabalho extra que terá (como limpar caixa de areia, passear com o cachorro, trocar água e comida, quem poderá ficar com ele em um caso de viagem ou se poderá levar), deve incluir gastos extras como vacina, alimentação, brinquedos, petiscos, areia, tapete higiênico e uma reserva para emergências;

Pense no seu ritmo pessoal, quanto mais filhotinho mais ativo é o animal. As vezes o que você busca é um animal bem ativo mesmo, que goste de correr pela casa, brincar de dar bote (gatos) ou quer companhia para fazer caminhadas ou corridas leves (cachorros). Animais adultos têm um ritmo menos acelerado e os idosos são os mais calmos.

De forma geral fazemos a seguinte indicação: animais filhotes são ótimos companheiros para crianças (pois gastam as energias juntos) ou pessoas bem ativas. Animais adultos para pessoas com ritmo mais desacelerado e gostam só de um “pico” ou outro de atividade. Por fim, animais adultos e idosos são ótimos companheiros para idosos e pessoas mais tranquilas, calmas e que não querem muitas atividades.

É preciso conhecer a personalidade do animal antes de adotar. Adoção não é sistema de roleta russa, converse com o adotante e fale do seu ritmo de vida e que tipo de animal você gostaria de ter ao seu lado. Certamente ele saberá indicar algumas opções que têm personalidade compatível com a sua.

Animais filhotes brincam de roer. Normalmente os gatos querem dar umas roídas nos pés dos humanos, arranham sofá, box da cama e os cachorros roem sapatos, brinquedos e o que mais você falar para não fazer. Isso faz parte da idade. Crianças não passam pela fase de colocar tudo na boca e a gente tem que ficar de olho para eles não engolirem? Com os animais filhotes também precisamos ficar atentos. Os animais adultos são mais tranquilos e tem suas manias próprias (quando você adota adulto, o protetor já te diz quanto tempo em média ele dorme, tipo de comida que gosta, do que gosta de brincar, etc), já os idosos normalmente sentem mais frio, mas não exigem grandes cuidados. Normalmente também são bem calmos e muito carinhosos.

Converse com os membros da família e veja se todos estão de acordo em ter um animalzinho em casa. Ao adotar sem conversar com quem vai conviver com o animal pode trazer grandes discurssões, brigas e gerar um estresse desnecessário. Animais são sinônimos de amor, não ódio.

Depois de adotar…

Quando você adota um animal e já tem outro, é fundamental que haja uma apresentação e a aproximação deve respeitar o tempo próprio deles. Isso é absolutamente normal! Pra quem acompanha a história da Bella: uma surpresa no capô do carro, sabe como foi a adaptação com a Nina e depois com a chegada da Pepita. Nesse link também demos 10 dicas de como apresentar um gato ao outro. Com os cachorros também é preciso fazer essa apresentação e respeitar o período de adaptação.

✔ É preciso saber que é muito comum perder um objeto ou outro em casa. Como já falei, é comum que eles roam uns sapatos, arranhem um sofá ou quebrem alguma coisa sem querer. Você precisa estar preparado para lidar com essas situações. Vai precisar ter jogo de cintura para lidar com essas situações sem bater no animal (como recentemente alguém me escreveu que perdeu a cabeça, bateu no animal e se arrependeu).

Seja paciente! O período de apatação é para ambos e levando em consideração que a maioria dos animais já sofreram maus-tratos, é claro que ficam desconfiados. É preciso um certo tempo para ele entender que os dias frios acabaram e que de agora em diante ele será respeitado e terá um lar. Um lar de verdade com muito amor e carinho.

Não é feio desistir da adoção. Feio é abandonar o animal na rua a sua própria sorte para uma morte lenta e dolorida. Eu sei que estou indo na contramão, mas é verdade. Se você adotou, o animal passou a ser de sua responsabilidade. Portanto é também da sua responsabilidade conseguir um novo lar para ele. O que também não acho certo é devolver para o protetor. Veja: ele resgatou, cuidou, protegeu e te entregou. Passou o bastão e fim. Você provavelmente foi até ele, pegou o animal. Insisto, agora é sua responsabilidade conseguir um novo lar para ele.

Para ser sincera, em alguns casos, até indico. P, provavelmente não pensou em um monte de coisas antes de adotar e agora está infeliz e transmitindo energias ruins para o pobre gatinho. Não seria melhor para ambos que P conseguisse um novo lar para o gato? Feio? De forma alguma! A vida não é um cálculo exato e imprevistos podem acontecer. A forma como você vai lidar com eles é o que te fará um ser humano ou apenas um ser (abominável, talvez).

Para finalizar um último pedido: vamos acolher essas pessoas. Vamos transmir amor. Vamos inciar uma corrente do bem e ajudar o animal a encontrar um novo lar. Criticar e xingar não vai resolver o problema.

Semana que vem a gente volta com mais dicas e cuidados! Até lá!

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14 Comentários

  1. leticia

    estou com um problema, há mais ou menos 1 ano atrás eu visitei a amiga do meu pai que mora na praia e ela tinha um cachorro que eu era apaixonada e fiquei falando pro meu pai que queria adotar um pra mim, ele disse: filha, ainda moro com a sua vó, voce mora com a sua mae e nenhuma delas aceitaria um cachorro e foi ai que a amiga dele disse: porque voces nao adotam um e deixam aqui em casa (ele ia ser meu, mas ia ficar na praia, ja que o cachorro que ela tinha precisava de uma companhia pq a casa era grande) entao eu e meu pai topamos. só que quando fomos adotar, nos apaixonamos por um cachorrinho e decidimos ficar com ele pra gente (mesmo sem ter onde ficar), foi ai q quando eu cheguei na casa da minha mae com o cachorro, ela ficou mt brava e foi uma confusao pq meu padrasto nao permitiu. enfim, ele foi ficando com a gente meu pai visitando as vezes e eu cuidando do lombra (é o nome dele) no começo era dificil porque ele tinha 3 meses, mas foi se adaptando, aprendeu onde fazer xixi, coco, sabe pedir pra comer e beber. o grande problema é quando fica sozinho, no começo eu entendia que ele nao tava acostumado, mas ele surtava chorava o tempo todo, os vizinhos reclamavam e sempre destruia alguma coisa, foram varios rolos de papel higienico, panos de chao, lixo revirado, rg rasgado, roupas intimas, meia, colera, controle remoto e por ai vai.
    agora, faz mais de 1 ano q eu to com ele e ate hoje é a mesma coisa, todo dia q eu fico seja 20 min ou 3h fora, eu chego e tem bagunça. to cansada, eu choro, ninguem me ajudaa, meu pai vem e passeia com ele, mas sou eu que ouço que ele destruiu isso e aquilo, sou eu que chego em casa e limpo a casa toda sempre q saio. eu nao sei mais o que fazer, por sorte meu pai finalmente comprou um imovel e agora ele vai ficar la comigo e com meu pai (os verdadeiros donos), mas de verdade, eu to tao esgotada que as vezes penso em devolver ele pra moça que eu adotei, mas isso parte meu coração pq eu nao quero fazer isso mas eu nao consigo dar a atenção que achava que poderia dar

    • Fabiana Xavier

      Olá, Leticia!
      Claramente você está esgotada com a rotina! Mas assim como P, vejo que você também não analisou bem a situação antes de adotar, como por exemplo, morando com outra pessoa saber se ela também estaria de acordo com a chegada de um cachorro. Mas isso passou, enfim, vamos aos fatos:
      1- Você claramente está cansada da rotina;
      2- O Lombra é um detonador de objetos;
      3- As pessoas que moram com você também devem estar fazendo pressão sobre o animal;
      4- Você quer devolver o cachorro.

      Vamos analisar, será que esse estresse vem só do cachorro ou tem mais coisas que estão te levando ao limite? É preciso analisar para não jogar a culpa toda nele, existindo outras coisas por trás.
      Ele destrói tudo porque ainda é filhote. Vamos a tabela média: cães de porte pequeno se tornam adultos com 1 ano. Porte médio entre 1 ano a 1 ano e meio e porte grande 2 anos. Como ele acabou de fazer 1 ano, as coisas devem melhorar.
      Outro fato importante é saber se ele tem brinquedos para passar o tempo enquanto fica sozinho. Animais também precisam de distração. Destruir objetos é normal, mas em demasia também pode ser sinônimo de ansiedade, nesse caso indico uma consulta para obter uma opinião médica. De forma geral, também indico florais de Bach para animais, fazem maravilhas e não tem contra indicação, pois natuais e feito especialmente para eles.
      Sobre as pessoas que moram com você, bem, não posso tirar a razão delas, pois você chegou com um cachorro sem consultá-las, mas já está se mudando, então, tente não se importar tanto com os comentários negativos.
      Sobre devolver para o adotante, acho errado. Quando você foi buscá-lo se comprometeu a cuidar dele (e assim tem feito), uma vez que mudou de ideia, também não é culpa do protetor, pois agora ele é da sua responsabilidade. Mas há solução, você pode buscar um novo lar para ele. Pode inclusive usar nosso site: http://www.amigonaosecompra.com.br.
      Mas gostaria de verdade que tentasse mais um pouco. Na casa nova você não terá os olhares de reprovação das outras pessoas e como ele faz as necessidades em um lugar só fica mais fácil a limpeza. Indico tapete higiênico descartável. Assim, é só enrolar e jogar fora. Pense que ele te ama e o fato de você estar passando por tudo isso e ainda estar com ele, também prova que o ama, só esta cansada da rotina.
      Dê mais uma chance, ele está crescendo e o ritmo deve diminuir, castrar também ajuda, compre mais brinquedos (corda, bola, galinha maluca), assista vídeos no youtube sobre adestramento de cães.
      Espero mesmo que o relacionamento de vocês vai melhorar, mas caso contrário, saiba que pode contar com nossa ajuda para encontrar um novo lar para o Lombra!
      Faça parte do nosso grupo secreto no Facebook e troque experiências com pessoas que possam estar passando o mesmo que você: https://www.facebook.com/groups/amigonaosecompra/

      Espero ter ajudado!
      Um abraço!

  2. Lilian

    Eu acho que é melhor as pessoas devolverem para os protetores ou para quem os deram que jogar na rua. Eu acho que quando eu (na qualidade de pessoa, não protetora) pego um animal a responsabilidade é minha e tenho que cuidar dele bem até o fim. Mas há casos e casos e para o animal ficar infeliz e sofrer maus tratos ou a indiferença do dono é melhor que volte para o protetor e consiga se possível um novo lar. Vejo em redes sociais as vezes Ongs, protetores e etc.. colocando animais para adoção pela segunda vez e criticando e julgando quem os devolveu, claro sem citar os nomes. Mas mesmo assim, esse tipo de atitude inibe a pessoa a devolver o animal se não houver uma adaptação, mas devemos pensar no bem do animal, melhor devolver que jogar na rua. Entendo que é chato para o protetor ter o animal devolvido, mas pior é o animal ficar com um dono que não vai lhe dar amor, ou ser lançado na sarjeta a própria sorte. Pensem nisso protetores, vamos acolher novamente o animal e bola para frente, a nossa função é ajudar e pensar no bem estar dos pets.

    • Olá, Lilian!

      Concordo que é melhor devolver para o protetor do que jogar na rua e de verdade, nenhum protetor se nega a aceitar um animal devolvido. Mas antes de adotar um animal existe uma série de cosias que precisam ser levadas em consideração: se todos da família concordam com a adoção, questões financeiras, tempo que terá de ser dedicado ao animal, espaço físico, em casos de viagens se será possível levar ou deixar com alguém, entre outras coisas, enfim, muitas pessoas agem no impulso e depois se arrependem. O animal também sofre com essas rejeições. Já pensou ter um lar, uma cama só pra você, comida e brinquedos e depois ser devolvido e voltar a viver numa gaiola? Muitos ficam até agressivos, outros, entram em depressão. Uma vez que a pessoa foi ao abrigo e adotou, é da responsabilidade dela encaminhar para um novo lar caso tenha adotado por impulso. Mas lógico, repito, eu mesma não conheço um protetor que se negou a receber um animal devolvido, acho apenas que é uma questão de arcar com responsabilidades.
      Só ressaltando que, a maioria dos pedidos de pessoas pedindo para que fiquemos com os animais é para que possam viajar, raramente recebemos pedidos porque a pessoa teve um problema com a adaptação. Casos como o da Letícia lá em cima, também são recorrentes, mas ao ler você percebe que ela tentou, está tentando e se importa com o animal. Mas também são situações mais específicas…
      Em todos os casos, nosso site mantém as portas abertas para protetores, ONGs ou pessoas que precisam doar seus peludos, independente do motivo. O que queremos mesmo é que sejam felizes!
      Um abraço!

      • Ane

        Eu concordo q se não está feliz e tratando como deve o cachorrinho tem q procurar um novo lar, mas não concordo que depois de 1 ano devolva ao protetor! Pode sim pedir ajuda ao mesmo para achar um novo lar, ele com certeza não vai se negar, mas simplesmente devolver é fácil né!? depois de 1 ano? geralmente o tempo que os protetores dão de adaptação é 1 mês ou algumas semanas, depois a responsabilidade é sua, se não quer mais corra atrás de uma família que vai amar e cuidar, não joga a responsabilidade novamente no colo de quem está cheio de outros animais. É igual aquela história: Recolhi um cão e quero que alguém fique até achar um dono! Fica vc que recolheu e peça ajuda aos protetores para arranjar uma família definitiva. Fácil é fazer outros assumir a sua responsabilidade! E abandono, nesses casos, não pode ser opção, é crime!

        • Fabiana Xavier

          Olá, Ane!

          De acordo. A adoção precisa ser uma coisa muito bem pensada. Animais não são brinquedos e uma vez que a pessoa desiste ou decide que não quer mais, independente do motivo, ela continua sendo a responsável por ele. Não é vergonhoso pedir ajuda. As redes sociais estão aí para ajudar, pode incluir os amigos, familiares e um montão de protetores que só querem o bem dos peludos.
          E só para reforçar: abandono de animais é crime sob de pena de prisão, inclusive.

  3. Luiza

    Esta matéria já tem alguns meses, mas vi apenas hoje e percebi que preciso desse espaço para desabafar.
    Tenho 21 anos, moro sozinha desde os 18, e sempre fui uma “cat person”. Desde que estou sozinha, tenho 3 gatos e sempre fui muito feliz com eles. Quando eram filhotes, claro que a adaptação foi um tanto complicada, pois eram bastante agitados, mas nada com que eu não pudesse lidar. Hoje são todos adultos e são os amores da minha vida.
    Mas então, há pouco menos de 1 ano, tomei uma decisão precipitada e infantil. Na minha adolescência, entre meus 15 e 16 anos, passei por dois traumas bastante intensos que me deixaram com algumas sequelas psiquiátricas. Até hoje faço tratamento para depressão profunda, pânico e tendência suicida. Eu estava indo muito bem no tratamento, porém, como é bem comum, passei por um período de recaída. E durante esse período, eu adotei uma cachorrinha. Talvez por estar me sentindo muito sozinha, ou qualquer outra coisa, simplesmente tive um impulso de que essa seria uma ótima ideia.
    E por favor, não me entendam mal, eu a amo do fundo do meu coração assim como amo meus felinos, mas estou esgotada e cansada. A personalidade dela é o inverso da minha. Ela é extremamente agitada. Precisa de atenção todo o minuto caso contrário protesta com latidos muito altos. Além disso, ela tem muita resistência em me obedecer, tenta me desafiar e tenho a sensação que quer ser o “lobo alpha” da casa. E o que mais me deixa chateada é que noto como meus gatos estão estressados desde que ela chegou, por mais que eu tenha feito a adaptação da forma recomendada.
    Minha casa está sempre de perna pro ar. Chego da faculdade exausta e vejo pedaços de madeira dos móveis roídos por todos os cantos. Perdi a conta de quantos pares de calçado precisei por fora. Confesso que já pensei em procurar outro lar para ela, mas me dói o coração. Primeiro porque me enche de alegria chegar em casa e ser recebida por uma baita festa, ou quando ela percebe que eu acordei de manhã e vem me dar bom dia pulando na cama, e segundo porque ela é minha responsabilidade, e me sinto mal por as vezes ter esse sentimento tão ruim em relação a ela.
    Ela está entrando na idade de ser castrada, e acredito que após o procedimento se acalme um pouco. E estou contando que, assim como os gatos, quando entrar na fase adulta se torne mais tranquilo e fácil de lidar.
    Mas por enquanto o estresse que ela tem gerado está sendo péssimo. Adotei em um impulso de que isso seria bom para minha condição e acabou que me fez mal. Olhando agora, vejo que foi uma decisão imatura e mal planejada. Acredito, no entanto, que me resta apenas aguardar e ter paciência até que ela se acalme. Tenho receio apenas que este seja o traço da personalidade dela que nunca irá mudar. Ela é uma cachorra muito “feliz” e eu não sei ser feliz na mesma sintonia.
    Eu preciso de um conselho sincero e da visão de alguém de fora.
    Quero agradecer profundamente por existir esse espaço em que posso conversar sobre este tema polêmico “adotei mas me arrependi” e ser compreendida e não julgada. Eu quero resolver isso da forma mais correta possível, mas preciso da ajuda de alguém que entenda a situação.

    • Rosane

      Entendo você!!!!
      Também estou em tratamento de depressão e transtorno de personalidade Borderline. Eu fui internada após uma tentativa de suicídio em novembro de 2016. Fiquei 2 meses no hospital. Quando eu saí, meus amigos e meu marido acharam que seria uma boa ideia adotar um gatinho, que iria me fazer bem e tal. A gata de uma amiga tinha acabado de dar cria e nos fomos lá. Pensamos em pegar 2 para que um fizesse companhia para o outro. Chegando lá tinha 3, voltamos com os 3 p casa. Totalmente impulsiva. Eles vieram pra casa em fevereiro. Nós castramos, vermifugamos. Estamos cuidando, fazendo o básico: comida, água e caixa de areia limpa. Eu não tenho paciência pra brincar com eles nem pra ficar fazendo carinho. Eles são bem diferentes dos gatos que eu já vi: nada independentes e extremamente carentes. Parecem cachorro, nesse sentido. Eu não tenho conseguido nem cuidar de mim direito. Ainda estou em tratamento, não estou bem ainda, não tenho condições de cuidar deles. Eles merecem alguém que cuide melhor.

      Eu tenho medo do julgamento das pessoas. Mas foi muito bom achar esse texto.

      • Fabiana Xavier

        Olá, Rosane!

        Já nos falamos pelo messenger, mas fico muito feliz em saber que gostou do nosso texto e que ele te trouxe conforto.
        Quem sabe em um outro momento da sua vida você seja mais feliz com um gatinho? Quem sabe oferecendo um lar temporário pra começar?

        Um abraço!

    • Fabiana Xavier

      Olá, Luiza!

      Diversos são os motivos que levam as pessoas a se arrependerem de adotar um animal. Mas o que a pessoa faz com esse sentimento é que vai definir tudo.
      Veja, você estava ou está passando por um momento emocional muito difícil e mesmo assim conseguiu identificar que houve uma precipitação na adoção. Nem tudo na vida a gente consegue mudar, mas isso é possível. Você pode conseguir um novo lar para ela. Ela é feliz e será feliz com alguém consiga entender seu tempo.
      Quanto a você, espero que consiga ter paz, ser feliz e que não tenha mais desejos suicidas. Imagino que o que você escreveu aqui, não seja nem 1% dos seus sentimentos e que há dias mais difíceis que outro. Eu mesma já tive síndrome do pânico e depressão. Entendo seus sentimentos.
      Se você precisar de ajuda, clique nesse link: https://www.cvv.org.br/. É o Centro de Valorização a Vida de SP. Eles têm um canal por chat, skype, telefone e sempre tem alguém que nos entende capacitado pra conversar e nos ajudar.
      Luz na caminhada, Luiza!
      Fique bem!

      Um abraço!

  4. Maristela Matangrano

    Me chamo Maristela tel 948956019 estou com ordem de despejo me ajude urgente venham buscar Brenda 1 ano e meio castrada vacinada moro perto metro São Judas SP o oficial justiça vai chegar tenho que sair a cachorra urgente por favor

  5. Pedro

    Eu estou com uma situação semelhante e confesso que isso faz com que eu me sinta a pior criatura de todo o universo. Eu tenho me preparado há meses, e enfim decidi tentar. Preparei o apartamento, telei a varanda. Tudo certo. Decidi adotar um gato já adulto, no entanto, eu topei porque a cuidadora me tranquilizou, disse que o ideal sempre é o bem estar do animal e do adotante e que poderíamos testar por duas semanas, ela me tranquilizou. Ou seja: se não der certo, OK, o animal voltaria. O que percebi na adoção é que muitas vezes alguns detalhes passam e são fundamentais. Para quem mora só como eu, o animal fica só o dia todo, a noite chego cansado, só quero comer e dormir, ou seja: e o contentamento do animal, a felicidade, o bem estar? Tudo isso deve ser pensado antes. Dizem que o ideal é ter dois gatos, eu definitivamente não teria outro, porque questões de logística. Confesso que quando pensei em ter um animalzinho, além da companhia, também conjecturei que seria uma incrível oportunidade de resolver problemas pessoais, do tipo: vínculos (mas aí é um problemas meu). Acho que o gato tem o direito de escolher seu dono, e na minha opinião o melhor lugar para eles é numa família. Pois sempre terá companhia, atenção e carinho, que é o que todo animal precisa. “Gatos são independentes e fáceis de criar!” É o que dizem, mas não é bem assim. Inclusive a disseminação desses pensamentos corroboram para o grande número de desistências. Não vale a pena incentivar esse pensamento. Há gatos e gatos, a que eu adotei é muito carente e eu penso nisso a longo prazo. Ela ama brincar de correr, de esconde-esconde, não gosta de caixas e brinquedinhos. Ela nasceu pra viver num lugar maior, com mais pessoas e etc. São muitos detalhes que devem ser pensados minuciosamente, eu sempre quis ter um gato, quem me conhece sabe, a minha alegria quando ela chegou foi imensa, mas com o passar dos dias percebi que não é para minha situação atual, e também não é para ela, que nitidamente não demonstra estar feliz. Acho que os cuidadores e as ONGs devem inserir perguntas de cunho psicológico durante a entrevista, porque aí da pra ter uma leve noção se aquela adoção vai pra frente ou não. Pessoas que moram sozinhas podem ser ótimos adotantes, como podem não ser, e isso depende do estilo de vida que elas levam. Então, você que um dia vai estar na mesma situação que eu, pense: você será capaz de fazer o seu gato feliz, você se fará presente o necessário? Você está resolvido(a) por dentro? Vocês está bem? Pense nisso antes de adotar, depende é claro dos cuidadores, se toparem uns dias de adaptação, ótimo, mas ainda assim, pense, reflita sobre mais do que você ja tem refletido e se tiver que devolver porque percebeu que talvez o seu bichinho não será feliz, então devolva, não prive o animal a uma vida solitária, num apartamento pequeno, isso é muito triste. Eu estou bem triste com isso tudo, mas irei seguir o meu coração.

  6. Nataly

    Nossa…Depois de ver esses comentários vi que não estou sozinha, achava que estava enlouquecendo ou que simplesmente eu era ruim…
    Ah mais ou menos 3 meses dei um gato filhotinho de aniversário para o meu marido que sempre me pedia pra ter um gatinho…no primeiro mês foi perfeito, ele era tranquilo, dormia bem, brincava, mal miava, dormia sozinho na parte de cima da casa e só acordava quando a gente subia.
    Quando ele cresceu um pouco e aprendeu a descer as escadas começou tudo, ele se transformou parecia outro gato, simplesmente não aceitava que fôssemos dormir, fiquei semanas sem dormir pois ele não deixava…
    Fizemos de tudo, como moro em uma casa sem portas entre os cômodos, não facilita muito, colocamos o sofá na porta, ele minúsculo se jogava no chão, se arrebentada todo mas descia, quando descia ficava dando cabeçadas na porta do banheiro que é aquelas sanfonadas q fazem barulho, mexia e subia em tudo, ficava puxando o lençol da cama, subia na gente, andando na nossa cara, mordendo….enfim, num tem cristo q durma assim, ainda mais eu tenho sono levíssimo!!!
    Comecei a ficar a noite acordada com o gato lá em cima, para meu marido q trabalha logo cedo conseguisse dormir, e isso fud** o meu sono, troquei o dia pela noite e não consigo voltar mais ao normal…Depois de um bom tempo assim, pra não ter q manter ele trancado na varanda no lado de fora como estávamos fazendo pra dormir, fizemos um portaozinho na sala pra ele não descer, q depois se 3 dias como ele tentando pular ele conseguiu, aumentamos o portaozinho!
    Aí bateu a revolta nele….ele sempre foi de mexer e morder muitoooo, mas agora ele está simplesmente insuportável… Sobe em cima da gente fingindo q quer carinho, quando a gente dá ele morde a nossa mão (morde muito forte), assim como todos os fios da casa, abre o lixo, sobe na pia, quando a gente está comendo ele tenta milhares de vezes avançar na gente, corre desesperado pela casa, pulando em tudo inclusive na gente, nos arranhando…é a teimosia em forma de gato, se a gente tirar ele mil vezes de cima de algo as mil vezes ele volta. Já tentamos de tudo em tudo, odores, espirar água, barulhos, falar firme, dar palmadinhas, se afastar, mas parece q só piora.
    Ele sabe q está crescendo e conseguindo pular cada vez mais alto, e tá começando a fazer coisas cada vez piores, tenta subir no fogão com o fogo ligado e etc…
    Na verdade o grande problema para mim é q ele tem uma fixação comigo, não me deixa fazer nada, sempre tá lá atrapalhando, sempre q vou arrumar a casa, ou tranco ele na varanda ou meu marido distrai ele, onde eu vou ele está ali de cantinho só me observando, seguindo as minhas mãos, as vezes ele tá dormindo eu assistindo TV e quando viro pro lado ele tá levantado me olhando, confesso q tô ficando com medo dele, até pesadelos já tive com ele… Estou frustada porque tinha a idéia de q gatos eram tranquilos q dormiam o dia todo, ele é completamente diferente do q eu sou, sou mto fechada, silêncio é vida pra mim, eu curto ficar na minha, um bichinho q fica 24h por dia correndo, mexendo e querendo subir em mim é assustador…por favor alguém me dá uma luz, ele é um presente, não posso dizer pro meu marido q não tô feliz com ele, tenho q aprender a lidar, sei q ele vai melhorar pq ele é filhote ainda…eu só queria q ele me deixasse um pouco na minha!

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