Como escolher um peludo pra chamar de seu – parte II

Adoção é coisa muito séria, por isso mesmo existem algumas coisinhas que precismos pensar bem antes de trazer um peludo pra casa. 

Semana passada a Drª Joana Prata, médica veterinária em Portugal e responsável pelo blog O Meu Animal, preparou esse texto aqui falando sobre coisas que precisamos pensar antes de adotar um peludo e hoje ela volta pra dar continuidade ao assunto.

Veja agora mais alguns fatores a se pensar antes de levar um peludo pra casa.

Vira-latas ou de raça?

Quando se compra um animal de raça, sabe-se qual o seu porte e aspeto quando adulto, bem como traços gerais da sua personalidade. No entanto, a seleção genética da raça pode ser apurada em simultâneas características patológicas que aumentam o risco de doenças. Por outro lado, é caro e você  depende das ninhadas que o criador tenha disponível.

Os vira-latas são sobreviventes da cruza natural de cães sem raça. Como é um processo natural há menor probabilidade de certas doenças hereditárias. São cães que facilmente se adotam gratuitamente. Mas não se sabe como serão em adultos e qual os seus traços de personalidade.

Animais são sempre amor. Só quem vê diferença entre SRD -Sem Raça Definida- e raça somos nós humanos, os animais não diferem nada disso. Tanto os animais de raça quanto os animais vira-latas amam da mesma forma, dão carinho da mesma forma, brincam da mesma forma. Todos deveriam ter direitos iguais a um lar repleto de amor e carinho.

Considerações práticas, familiares e econômicas

Agora que já sabe qual o animal que quer, e antes de adotar, deve pensar nos aspectos práticos do dia-a-dia.

Primeiro discuta a adoção com a família. Estão todos de acordo? Existe alguém alérgico a animais? Se tiver crianças deverá ensiná-las como tratar os animais. Pense como vai pôr em prática os cuidados do animal. Vai fazê-lo sozinho? Vai ter ajuda? Quanto tempo precisa de despender diariamente com o animal? Tem esse tempo?

Outro aspecto é a questão da casa. Se vive num apartamento ou casa alugada, confirme com o condomínio se é permitido ter animais. Mesmo que seja permitido ter animais, considere o espaço que o seu animal necessita. Cães pequenos e gatos dão-se bem no interior. Mas algumas raças de cães poderão ter vantagens se tiverem acesso a um jardim vedado. A casa também poderá necessitar de adaptações que garantam a segurança do animal, como vedações e proteções nas janelas.

Se já tem animais, considere como vão reagir com a entrada do novo membro na família. Será que toleram outro animal? Terá tempo para mais um animal?

Deverá considerar a questão econômica. Ter um animal tem custos. Existem custos com a ração, castração, vacinação, etc. O animal poderá precisar de cuidados médicos no caso de acidente. Tem capacidade financeira para manter o animal? Por outro lado, os cães e gatos vivem por longos períodos, muitos ultrapassando os 15 anos. Poderá tratar do animal a longo prazo?

A decisão de adotar um animal não deve ser feita de ânimo leve. Deve-se ponderar bem todas estas questões de forma a não ser surpreendido. A falta de conhecimento destes aspectos é uma das grandes causas de abandono.

Onde encontrar o animal perfeito?

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Se fez uma decisão consciente de adotar um companheiro para a vida, agora pergunta-se onde o encontrar. Existem várias opções.

No caso de animais de raça, pode comprá-los diretamente aos criadores ou lojas de animais. Mas antes é muito importante ir ao local onde eles realmente ficam, ver a real situação de como os pais desses animais são tratados, pois não são raras situações de exploração desses animais. Alguns criadores mantém esses animais reprodutores em locais insalubres, totalmente sujos, presos com correntes, muitas vezes sem comidas e não raros casos onde a fêmea é obrigada a cruzar com vários machos no mesmo dia para garantir que ela engravide. Veja bem, existem sim pessoas que vendem e tratom seus animais com todo amor e dignidade, mas o oposto também acontece. Então, para não incentivar um comércio cruel, visite os locais de criação tanto dos pais quanto dos filhotes e não só os locais onde os criadores mostram os filhotes fofinhos.

Já nos casos de animais vira-latas, para adoções, pode contactar as associações, clínicas veterinárias e sites. Também poderá recolher um animal que encontre a vagear pela rua. Nesse caso certifique-se que realmente não tem dono e o leve o quanto antes ao médico veterinário para verificar se ele precisa de algum cuidado com saúde. Pode encontrar animais para adoção aqui no Amigo Não se Compra.

Como escolher o seu peludo?

Seguindo os passos anteriores já decidiu que animal quer, a idade, sexo e raça. Agora depara-se com vários animais com essas características. Como o posso escolher?

Um dos fatores a considerar é a personalidade do bichinho. Animais calmos toleram melhor a pouca disponibilidade do dono. Outro fator é a convivência com outros animais. Se tem mais animais em casa, deve procurar adotar uma animal que tolere a sua companhia. Por último, deixe-se levar pelo instinto e emoções. A ligação que criamos com nosso animal não pode ser racionalizada.

Se mesmo depois de você ler esses dois posts você ainda não conseguiu decidir qual peludo deve levar para casa, não leve nenhum. Seja consciente. Animais não são brinquedos, sentem amor, dor, fome, passam frio, queimam suas pantufas no asfalto quente, sentem saudade, alegria e tristeza.

Não é justo adotar e depois de algum tempo simplesmente decidir que não pode mais ficar com ele e abandoná-lo na rua ou em um abrigo superlotado.

Adoção é um ato de amor!

Muito obrigada Drª Joana Prata por sua participação em nosso blog! 

Mas, contem pra gente, como vocês adotaram ou compraram seus peludos? Queremos saber tudo hein! Foi amor a primeira vista? Quem escolheu quem?

Contem tudo aqui nos comentários!

Espero que tenham gostado do post de hoje.

Semana que vem a gente volta com mais dicas e cuidados pra vocês, até lá! 😉

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