Saí para comprar um bolo e voltei com um cão

O nosso amigo Carlos Esteves nos escreveu para contar como o amor pode estar ali na esquina. Cuidado, você pode sair para comprar um bolo e voltar apaixonado…

“Minha história com o Ditão (SRD de porte médio e pelos longos) começou num sábado de tarde, em setembro de 2014. Fui comprar um bolo na loja de bolos caseiros que funciona na esquina de minha rua. Passei pelo cão que estava deitado ao lado da porta, com a cabeça apoiada sobre o degrau.

Algumas pessoas mexiam com ele, mas Ditão não se animava muito a reagir. Voltei para casa, falei sobre isso com meus filhos. Decidir trazer o bicho para casa, mas com a intenção de cuidar dele e encontrar alguém que o adotasse.

Foi aí que não sei porquê, comecei a chamá-lo de Ditão enquanto o convencia a me seguir. Percebi que estava mancando, a pata traseira esquerda estava machucada. Quando finalmente entrou no quintal, procurou o canto atrás de alguns vasos para se esconder. Ofereci um pouco de carne moída e arroz, era o que eu tinha, mas ele quase não comeu. Tentei leva-lo para a parte coberta da garagem, mas ele demonstrava medo em sair daquele canto.

A tarde estava fria e começou a garoar, era preciso abriga-lo. A ideia que me ocorreu foi a mesma que o monstro Sully, da animação Monstros S.A. usou para levar a menina para o quarto na hora de dormir. Mas ao invés de biscoitos, usei rodelas de salsichas para fazer um caminho até o local onde havia colocado um lençol velho.

Na segunda levei ao pet shop para banho e tosa, o vizinho veterinário se ofereceu para aplicar vacinas gratuitamente e orientou sobre os cuidados com a pata machucada. Eu o fotografei e coloquei anúncios em sites Fiz cartazes e espalhei pela redondeza mas ninguém quis adotar o Ditão, por isso ele ficou aqui.

Hoje, se alguém ainda quisesse adotá-lo, digo que agora é tarde. Ele já me adotou.”

Faça como o Carlos, escreva sua história pra gente! As 7 mais compartilhadas levam pra casa um super kit de petiscos Sanremo que você confere no final desse post aqui.

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1 Comentário

  1. Tania Santos

    Lla!
    Minha história é simples. Meu cachorro kid arrumou um amigo. Todos os dias o pitoco ia brincar com o kid. Um dia, meu kid foi atropelado e morreu. Seu amigo continuou a ir visitá-lo, até q o porteiro o levou p o sofrimento. Um dia, o pitoco fugiu do porteiro, o encontrei todo ensanguentado e sem parte da orelha, o porteiro novamente o prendeu.
    No mesmo dia, meu marido foi em busca do pitoco. Neste mês, faz seis anos que meu pitoco está comigo.
    Deus levou meu kid e nos presenteou com o pitoco.

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