Minha experiência com lar temporário

Eu preciso contar pra vocês o que aconteceu comigo esse mês! Foi minha primeira experiência oferecendo um lar temporário e aconteceu muita coisa legal. Um mundo de bons sentimentos, mas vou dividir tudo com vocês.

Minha aventura oferecendo lar temporário começou em um domingo de chuva a tarde. Eu havia acabado de chegar de uma feira de adoção em que sou voluntária e ouvi um miado desesperado vindo do telhado. Um gato havia subido e não sabia como descer.

O Resgate

Mediante ao desespero do gatinho, eu ofereci um pouco de ração para fazer uma amizade, né? Ele não chegou perto, então joguei a ração de longe e aos poucos ele foi se aproximando, mesmo assim, eu estava com muita dificuldade de pegá-lo por causa do local. Então usei uma dica que aprendi com uma protetora: joguei uma toalha em cima dele. Dessa forma, ele ficou desnorteado e pude segurá-lo sem ser arranhada.

Dia do resgate

Primeiros cuidados

Levei o menino para meu terraço. Lá é seguro e coberto. Ofereci água fresca, comida e usei uma casinha de transporte de cachorro que temos para que ele pudesse passar a noite. Ah, o terraço daqui é coberto.

Verifiquei se ele tinha algum ferimento ou se apresentava alguma doença aparente como sarna ou esporotricose. Claramente ele estava abaixo do peso e muito sujo, tanto que só de fazer carinho fiquei com as mãos pretas como se tivesse esfregado no asfalto.

No dia seguinte, segunda-feira, eu já providenciei vermífogo e um antipulgas. Também aproveitei o dia claro e já comecei a tirar umas fotos e fiz o cadastro dele no site do Amigo Não se Compra, afinal, esse rapaz ia precisar um lar. Nesse momento dei a ele o nome de Bento, que significa “aquele que foi abençoado”. Bonito, né? Também achei! <3

Nessa mesma semana ele fez exame hemograma, teste para FIV, FELV e foi castrado.

Em busca de um lar

No mesmo dia que realizei o cadastro do Bento no site do Amigo Não se Compra, já comecei a divulgar o link para todos os meus amigos. Enviei individualmente o link no Whats App, postei no Facebook e Instagram. No Instagram, postei a foto dele e deixei o link direto para o site na bio.

No Facebook foi mais fácil, bastou compartilhar o link do site. Também compartilhei em todos os grupos que aceitam divulgação de animais e pedi para meus amigos ajudarem no compartilhamento.

Fiz um vídeo do Bento com o celular e postei no YouTube, usei esse mesmo vídeo e acresentei na página dele no Amigo Não se Compra. Foi muito prático porque pude ir realizando atualizações em um único lugar e ao mesmo tempo, em todos os lugares que eu havia divulgado iam ficando igualmente atuais.

Escolhendo um bom adotante

Bento estava conosco cerca há de duas semanas e já tinha 6 interessados! Então eu só precisava terminar as vacinas e já poderia doá-lo. Mas antes de doar, eu fiz um pequeno roteiro para as entrevistas e não podia faltar as seguintes perguntas:

  • Você já teve gato? (queria saber o quanto a pessoa conhece do mundo felino)
  • Tem outros animais? (meu interesse aqui era na adaptação e convência com os novos amigos)
  • Todos na casa concordam em ter um gato? (quando todos estão de acordo, há menos chance de desistência da adoção)
  • Sua casa tem tela de proteção?(não ia doar para casa sem telas, por questão de segurança)
  • Costuma viajar muito? Se sim, o que pretende fazer com o gato? (mesmo sendo independentes, nenhum animal pode ficar uma semana sozinho, por exemplo)

E claro, como tenho muita experiência com gatos, também conversei um pouco sobre o comportamento felino. A pessoa precisa saber que gatos as vezes arranham móveis como sofá, gostam de subir em coisas como armários, eventualmente jogam um pouco de areia para fora da caixa, deixam seus pelos nas almofadas e cama. Será que o adotante esta preparado para essas coisas?

Os adotantes foram ótimos! Gostei de todos e isso dificultou muito as coisas, rs. Mas enfim, uma decosão precisava ser tomada!

Fim do lar temporário

Ao final de duas semanas o Bento já havia sido vermifugado, desparasitado, castrado e estava pronto para um lar definitivo. Foi então que meu marido chegou pra mim e disse: “você gosta mesmo desse gato, né? Não é difícil se apaixonar por ele, afinal, ele é tão carinhoso e amoroso.”

Foi então que fizemos as contas de possíveis medicamentos, gasto com areia, ração, vermífogo e antipulgas. Concluímos que onde vivem dois gatos, podem viver três. E assim o lar temporário se tornou definitivo.

Quando decidimos adotar o Bento eu pensei que seria difícil falar para os interessados que desistimos de doar. Para minha surpresa, todos ficaram felizes por eu ter podido ficar com ele. Inclusive, fiz amizade com umas das interessadas em adotar. Nos seguimos no Instagram e ela acabou adotando uma outra gatinha linda, a Cléo. Cléo ficou muito grata pelo Bento ter ficado, foi a chance dela conseguir um lar lindo!

Bom, lar temporário como o próprio nome diz, é quando hospedamos um animal por um período, até que ele consiga um lar definitivo. Falhei miseravelmente com isso. Mas quer saber? Foi a melhor falha que tive na vida! 💜

Bento um mês depois de ser adotado!

Agora, eu queria saber se você já ofereceu lar temporário e como foi essa experiência. Conta pra mim aqui nos comentários, vai!

Até a próxima! 🐱

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11 Comentários

  1. Rubi Angêla

    Não nunca fiz guarda temporária de animais, nem mesmo fui responsável,pela guarda de animais de parentes que estivessem viajando . Todos deixavam seus animais em hotéis .Eu se,pr estive a companhia e a proteção desses seres incríveis e apaixonanates . Encontrei isto no meu companheiro que já foi embora ,um Yorkshire que era puro amor .
    Espero adotar um parecido, ou, se não encontrar , de o comprar , infelizmente, algo que já me parece, a mim também, absurdo e sem sentido , mas que representa a certeza de ter um talvez que traga a lembrança do que já partiu .

    • Claudia Daenekas

      Rubi existem muitos grupos de resgate e que ao contrário do que muitos imaginam há muitos cães de raça disponíveis. Continue buscando…certeza que vc irá encontrar um que tomará seu coração por inteiro.

      • Fabiana Xavier

        Verdade, Claudia!

        Infelizmente, a maioria desses canis trata muito mal os bichinhos. São explorados de todas as formas possíveis e depois, quando não “servem”mais, são simplesmente jogados na rua como papel de bala.
        Enfim, por sorte, existem pessoas incríveis que não se calam, denunciam e resgatam esses pobrezinhos para que possam ter uma vida digna. 🙂

        Um abraço!

  2. Rubi Angêla

    Não nunca fiz guarda temporária de animais, nem mesmo fui responsável,pela guarda de animais de parentes que estivessem viajando . Todos deixavam seus animais em hotéis .Eu sempre estive na companhia e sob a proteção desses seres incríveis e apaixonanates . Encontrei isto no meu companheiro encantador que já foi embora ,um Yorkshire muito especial ,que era puro amor .
    Espero adotar um parecido, ou, se não encontrar , de o comprar , infelizmente, algo que já me parece, a mim também, absurdo e sem sentido , mas que representa a certeza de ter um talvez que traga a lembrança do que já partiu.

    • Fabiana Xavier

      Oi, Rubi!

      O seu pequeno se foi e era único. Ainda que você encontre um cachorrinho da mesma raça para adoção, ele será um outro animal, com outro temperamento e personalidade. Só tome cuidado para não se frustar ao buscar o que já partiu no novo bichinho.

      Mas vou ficar na torcida para que se apaixone novamente. A lembrança sempre existirá e ele sempre viverá em seu coração.

      Um abraço!

  3. Claudia Daenekas

    Já dei lar temporário algumas vezes, pois participo de grupos de resgate e adoção de animais. Porém minha atual cachorra, uma boxer, foi resgatada de maus tratos de um criador de fundo de quintal. Meg foi resgata num 31/12/2014, como não costumo viajar e deixar minha cachorra Hanna sozinha, então aceitou dar o lar temporário.
    Qdo Meg chegou, veio toda cavalona, com todos os acessórios enormes. E qdo nossos olhares se cruzaram, pensei: me lasquei kkkkk ela veio pra ficar.
    E a Meg virou Megan…nosso amor. Eu e meu marido nos apaixonamos por ela logo de cara. Ela veio pra cuidar de uma ferida em nossos corações que não cicatrizava (perdemos nossa cachorra Pipa pro câncer). Megan hj toma conta de nós, toma conta da nossa idosa Hanna (que tem crises de convulsão). Megan foi escolhida a dedo por Deus.
    Não é obrigação ficar com o cão que você dará lar temporário, mas o faça por amor, para que esse anjinho fique em segurança e aguardando a família que irá torná-lo membro definitivo. Mas faça de coração aberto, quem sabe esse anjinho não entra?? 🙂

    • Fabiana Xavier

      Que história linda, Claudia! <3

      E há quem não acredite em amor a primeira vista, hein?!

      Obrigada por dividir sua história tão inspiradora com a gente! <3

      Um abraço!

  4. Jeanne

    A minha foi curta; pego pra cuidar ou medicar pra uma ONG e .. não aguento deixar ir ….fim
    Já tenho 6 .
    Não sirvo pra nada temporário

    • Fabiana Xavier

      Hahahahaha…

      Adorei o resumo, Jeane!
      É comum ver os protetores chorarem nas entregas, mas eu entendo, esses pequenos roubam nossos corações! <3

      Um abraço!

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