Papo sério: defenda a causa animal

Recentemente estive em uma feira de doação de animais especiais, conversei com ínumeros protetores e ouvi muita coisa interessante. Infelizmente também ouvi e presenciei coisas que me deixaram surpresa, negativamente falando. Eis que a frase “juntos somos mais” fez mais sentido do que nunca. Vou explicar o porquê, acompanhe.

A feira era somente com animais especiais, mas antes, deixa eu definir especial pra você: esses gatos e cachorros da feirinha nasceram, em sua maioria, perfeitinhos. Nasceram com 4 patinhas, ouvindo, latindo, miando, enxergando, saudáveis. Eis que um belo dia,  um humano ignorante atravessou os seus caminhos e assim se tornaram deficientes, ou especiais, como gostamos de chamar.

Pra quem nunca foi em uma feirinha, os gatos ficam em gaiolas e os cachorros em um cercadinho (longe um do outro). Todos que passam podem tocar, fazer carinho e a maioria dos protetores de onde fui, deixa você dar um passeio com os cachorrinhos.  Eu compreendo que seja natural as pessoas perguntarem o que aconteceu, sobre a história desses animais, como ficaram assim. O fato é que nem todos os questionamentos foram esses.

Em certo momento uma criança se aproximou de uma cadelinha, dócil, mas que não tem um olho. A mãe dessa criança, puxou sua mão e disse pra não se aproximar porque o cachorro era feio e estranho. A criança de pronto pulo, puxou sua mão e correu do cachorro estranho que virava a barriga querendo carinho ( a boa notícia é que essa lindinha conseguiu um lar).

Em outro momento, um casal se aproximou de um cachorro que tinha uma deformidade no rosto, admito que muito incomum, e exclamaram que o cachorro era nojento. E olha que o cachorro tinha o pelo mais macio que meus cabelos!

E assim a feira seguiu entre elogios, carinhos, espantos e preconceito. O ponto é: como e por que esses animais ficaram assim? E mesmo depois, o que é nossa responsabilidade?

O que podemos fazer para defender os animais

Defender um animal não significa somente resgatar, cuidar conseguir um novo lar. Se você puder fazer isso, será maravilhoso, mas caso contrário, há outras opções também:

  • Castre um animal de rua – a primeira vista parece muito cruel castrar e devolver para a rua, mas isso se chama controle populacional. Uma fêmea pode dar a luz cerca de  12.600 animais em 5 anos (levando em consideração 2 crias ao ano com cerca de 2 a 8 filhotes por cria – dados do SOS Bichos). Você deve recolher o animal, ser responsável pela castração e deve devolver no mesmo ponto que o recolheu. Se foi recolhido em um lugar muito movimentado, com trânsito ou outros grandes riscos, escolha um local mais calmo para devolvê-lo.
  • Alimente um animal de rua – a comida é muito escassa nas ruas, normalmente se alimentam de restos de comida estragada e coisas do tipo. Leve sempre consigo um saquinho com um pouquinho de ração e se possível um potinho e um pouco de água. É legal ter um ponto fixo, eles acabam indo sempre no mesmo local porque sabem que ali encontrarão alimento.
  • Monte um grupo de cuidador de animais no bairro – convide seus amigos e vizinhos para cuidarem dos animais que vivem na mesmo região, mesmo sem trazê-los para dentro da sua casa. Acredite, isso fará toda diferença.
  • Faça casinhas e distribua pela cidade – principalmente com a chegada do inverno os animais de rua sofrem muito pois têm pouca camada de gordura para se aquecer. Veja o passo a passo com um projeto social de Santa Catarina.
  • Denuncie maus-tratos – quando a gente se cala perante qualquer situação errada, no fim, também compactuamos para que o mal continue acontecendo. Não se cale, denuncie! O site ANDA fez uma lista de telefones e e-mais de todo país que recebem essas denúncias: confira aqui.
  • Eduque as crianças e os adultos que não aprenderam quando crianças – não se cale quando ouvir algo ofensivo sendo direcionado a um animal. Lembram quando eu falei lá em cima sobre uma mãe repreendendo a filha? O que fiz foi explicar para a mãe o que causou a perda do olhinho da cachorrinha e que ela não precisa ter medo do diferente. O que ela vai fazer com essa informação eu não sei, mas espero que repense suas atitudes.
  • Evite produtos que realizam testes em animais – estamos em 2018, pessoal! Não precisamos que coelhos, cachorros, roedores e outros animais sejam explorados e sofram lentamente para termos uma pele bonita e um sabão em pó que deixa perfume nas roupas! Confira aqui a lista de empresas que testam em animais.
  • Não participe de passeios que são feitos da exploração animal – touradas, rodeios, charretes, entre outros. Ninguém pode ser feliz fazendo algo que traz sofrimento ao outro.
  • Seja voluntário – os protetores fazem um trabalho incrível de resgate e acolhimento, mas manter 300 animais em um abrigo é algo bem pesado. A atitude é linda, as pessoas elogiam, aplaudem, dão tapinhas nas costas mas não ajudam. Divulguem os animais que estão aptos para adoção, ofereçam ajuda com a limpeza do abrigo, doem medicamentos e alimentos, fotografem os animais e os ajudem a cadastrar no Amigo Não se Compra. Esses são apenas alguns exemplos do que fazer como voluntário, pergunte ao protetor ou ONG qual a necessidade dele no momento.

Nós temos voz e braços para lutar por esses seres indefesos que só nos trazem amor e carinho, então, os proteja!

Quando digo que juntos somos mais fortes, não é besteira. Existe uma corrente do bem gigante por aí, mas se não encontrar nenhum elo, comece fazendo sua parte e logo encontrará alguém para se unir a você.

E aí, o que você já faz pela causa animal? Conta pra gente aqui nos comentários e seja inspiração para os outros também!

Até a próxima! 💜

 

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