Saiba tudo sobre convulsões em cães

Você sabia que os cães também podem ter convulsões? Por isso precisamos ficar atentos a alguns sinais. A convulsão não acontece do nada, normalmente ela é sintoma de outros problemas de saúde, mas calma, tem tratamento. Vem conferir!


Os cuidados durante e após as crises evitam graves consequências para o cachorro. Doenças cerebrais, inflamações, infecções e tumores são as principais causas do problema. Se você souber como proceder com seu peludo, ajuda a diminuir consideravelmente as chances de o cão se machucar ou ficar com sequelas.

Muitas pessoas nem imaginam, mas os cães também podem apresentar crises de convulsão. Associada às doenças no cérebro, como inflamações, infecções ou tumores que se desenvolvem neste local, a principal característica da convulsão são as contrações musculares involuntárias de todo o corpo e de todos os grupos musculares, mas também pode se manifestar com a perda de consciência ou, até mesmo, comportamentos estranhos.

“É normal os tutores notarem atitudes alteradas do animal em relação ao ambiente, por exemplo, ele aparentar não estar prestando atenção ao local e nem respondendo aos estímulos ambientais ao mesmo tempo em que apresenta contrações musculares bem evidentes”, explica Luis Augusto Sansoni, médico veterinário neurologista do Hospital Veterinário Pet Care. Segundo o especialista, as crises de convulsão também podem ser idiopáticas, conhecidas como epilepsia primária, ou ainda consequência de intoxicações, traumas ou hipoglicemia grave.

Tipos de convulsões

Existem vários tipos de convulsões e as mais comuns são as tônico-clônicas ou generalizadas, e as focais, que geralmente envolvem os músculos da mastigação. “Ocasionalmente, ocorrem as crises atônicas, em que o animal simplesmente perde a consciência e a força muscular por um curto período de tempo”, afirma o especialista.

Crises psicomotoras e psicóticas, onde há apenas uma alteração de comportamento, também podem ser observadas pelos responsáveis. Dentro das crises convulsivas generalizadas, o animal pode defecar urinar, e até mesmo chorar e gritar.

Algumas raças têm maior predisposição a apresentar epilepsia idiopática, principalmente pelo fato de existir uma certa hereditariedade na doença, como o Beagle e o Setter Irlandês. Outros animais tem maior predisposição às doenças inflamatórias do encéfalo, que também levam à crises de convulsão, dentre eles o Yorkshire, Maltês e Lhasa Apso. Raças como Boxer e Golden Retriever possuem mais predisposição ao desenvolvimento de tumor cerebral.

Primeiros socorros

dog

A maioria das crises convulsivas não passa de 2 minutos, mas são as 24 horas após o primeiro episódio as mais críticas. Por isso, o animal deve ser levado ao médico veterinário imediatamente para evitar que uma segunda crise aconteça. “É importante que os responsáveis esperem a convulsão cessar dentro desses dois minutos, para que não haja nenhum tipo de trauma para eles ou para o animal durante a locomoção,” explica.

Em situações como esta, os donos devem manter o animal deitado de lado, preferencialmente em um local acolchoado, evitando beiradas e locais altos. Além disso, nunca deve-se colocar a mão ou objetos dentro da boca do cachorro, pois existe o risco de acontecerem graves acidentes para ambos.

Tratamento e consequências

A convulsão é sempre uma manifestação clínica, e por trás dessa manifestação existe uma causa que precisa ser investigada, muitas vezes através de exames laboratoriais e também de imagens para se chegar a um possível diagnóstico e instituir um tratamento mais adequado.

Em muitos casos, são indicados medicamentos de uso contínuo, que dificultam o disparo dos neurônios, tornando mais difícil a ocorrência de uma crise. Essas medicações apresentam doses individuais e os animais devem passar por reavaliações periódicas com um veterinário neurologista, a fim de evitar a subdose ou overdose de medicação.

O tratamento também pode ser feito por meio de medicamentos específicos intravenosos (benzodiazepínicos). Em casos mais graves, o paciente precisa ficar internado em unidade de terapia intensiva em coma induzido, a fim de cessar a atividade elétrica cerebral.

Uma crise convulsiva pode deixar o animal desorientado imediatamente após o seu término e, em alguns casos, ele pode permanecer com alterações de comportamento como apatia, apetite depravado, sede em excesso, andar compulsivo e agressividade. “Em crises generalizadas e longas, a contração muscular constante pode causar fadiga muscular no animal e, consequentemente, parada respiratória, levando-o à morte. E em alguns casos, também graves, pode causar a morte cerebral,” conclui.

Como vocês puderam ver, os sintomas são basicamente como os que nós humanos podemos ter. Os animais sentem como nós, mas não saber pedir ajuda, por isso é tão importante que você analise seu peludo.

Tire uma vez por semana para fazer um carinho investigativo. Passe a mão por todo o corpinho a procura de algum caroço ou nódulo. Observe se ele reclama de algum lugar que você esteja passando a mão, pode ser que esteja dolorido por algum motivo. Olhe os dentes e observe a cor da gengiva, verifique se há algum machucadinho ou alguma parte sem pelos. Se você notar algo diferente, leve seu peludo ao médico veterinário de confiança o mais rápido possível.

A prevenção é sempre o melhor cuidado!

Você já passou por isso? Seu peludo tem convulsão, como você lida com isso no dia a dia?

Conta pra gente aqui nos comentários!

Semana que vem a gente volta com mais dicas e cuidados, até lá! 😉

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22 Comentários

  1. Paulo Vargas

    Tenho uma Boxer com buldogues, aos 6 anos ela teve a primeira convulsão as 22:45 HS, fiquei apavorado, mas não durou mais que 90 segundos, quando passou voltou ao normal, como se nada tivesse acontecido, levei em imediatamente ao veterinário, prescreveu Gardenal de 100 mg ao dia por 10 dias, como mandei manipular, ficou pronto no dia seguinte as 17 HS, quando cheguei em casa ela estava no meio de outra convulsão, reagiu da mesma forma ao passar a crise, foi iniciado tratamento indicado, quando acabou o tratamento de 10 dias, o veterinário orientou parar e observar, após dois dias teve nova crise, agora toma diariamente 100mg de Gardenal, depois disso observei duas crises leves, puxando o pescoço para o lado e salivando, foi muito rápido, vou levar ao veterinário novamente.

    • Fabiana Xavier

      Isso, Paulo!

      Leve novamente ao médico veterinário ou mesmo busque uma segunda opinião médica para confirmar o diagnóstico.
      Vamos ficar na torcida!

      Participe do nosso grupo secreto no Facebook: https://www.facebook.com/groups/amigonaosecompra/
      Tem um rapaz que já teve um cachorro com o mesmo problema de saúde que o seu. Quem sabe não podem trocar experiências?

      Um abraço!

    • Alexandre Gitai

      E muito assustador o testemunho visual pois você se sente um pouco impotente na hora mais fundamental para acalma-no principalmente quando passa. Ele anda muito estressado Qualquer barulho o mínimo que seja já o incomoda e o medo também apareceu do nada. Tudo ele fica ligado e isto observei que é o que está fazendo ele ter estas crises. Melhoras ao pro seu cãozinho.

  2. Alexandre Gitai

    Bom dia! Tenho um boxer de 9 anos de idade que já duas semanas apresentou um quadro de stress que levou-o a ter uma crise de convulsão que durou cerca de 5 minutos. Após conversar com o médico veterinário, o mesmo recomendou um remédio homeopático desses que vendem na PET anti-stress. O efeito demorou até porque é homeopático nas no terceiro dia começou a fazer efeito e o bichinho a reagir. Sendo que neste fim de semana a agitação voltou do nada e com ela as crises de convulsões. Ontem ele teve 3crises no espaço de 24 horas com duaraçao de 1 a 2 minutos mas que parecem uma eternidade. Ele fica todo contraído e babando muito.

    • Olá, Alexandre!

      Agora que ele já esta medicado e com acompanhamento, você precisa tentar identificar o que o deixa agitado. Você disse que a agitação voltou do nada: havia alguma visita na casa? Música mais alta? Crianças querendo brincar com ele? Qualquer coisa fora da rotina pode ter causado esse estresse…
      Temos um grupo secreto no Facebook e um seguidor já passou por um problema com pug dele. O Enzo tinha várias convulções seguidas. Conheça nosso grupo, acredito a troca de experiência pode te ajduar: https://www.facebook.com/groups/amigonaosecompra/
      Vamos ficar na torcida pela melhora do seu peludo!

      Um abraço!

  3. Adriana

    Meu filhote de 4 patas que é um SRD com um tiquinho de poodle, teve ontem sua segunda convulsão. A primeira foi em fevereiro deste ano. levei ao veterinario, inciou tratamento com Gardenal ( inicio de 1 e depois para 1/2 comprimido ao dia) até o mês de abril. Nenhuma crise até ontem a noite.
    O comum entre as duas crises é que ocorreram qdo ele estava dormindo.
    Existe alguma patologia que mostre esse quadro de convulsão durante o sono?

    • Olá, Adriana!

      Eu vou encaminhar sua dúvida para nossa médica veterinária voluntária e retorno aqui quando tiver uma resposta.

      Um abraço!

  4. Tenho um poodle com apenas 4 meses. E do nada ele acordou todo fraquinho e molenga… Dai levei ele p quintal ele começou a correr, coloquei ele no colo e corri p veterinária. Lá ela disse q foi uma convulsão é encontrou carrapatos nele. É disse q ele tinha a doença do carrapato, babesea.
    Ela passou remédios p meu peludinho. Gardenal 18 gotas, dioxitec (meio comprimido), e hemolitam (7gotas)
    Mas não melhorou nada. Parece q só piorou… As crises de convulsao. Elas passaram a dar de 20 em 20 min e meu bichinho não parava de gritar, ainda mas quando eu conversava com ele… Chorava ao ver ele chorar. Me ajudem por favor!

    • Fabiana Xavier

      Olá, Regina!

      O diagnóstico de convulsão é bem complicado mesmo e não podemos indicar nada sem uma análise clínica. Indico que você retorne ao médico veterinário e o atualize do quadro da sua cachorrinha. Ele pode substituir a medicação ou mesmo alterar a dosagem.
      Caso você ainda tenha dúvida, consulte um outro especialista. Uma segunda opinião é sempre bem-vinda, principalmente quando envolve a saúde dos nossos pequenos.

      Nos dê notícias!

      Um abraço!

  5. Susanne Werna

    Tenho uma Cocker, hoje com quase cinco aninhos, quando ela teve sua primeira convulsão foi aos 6 meses, entrei em desespero, pensei que minha bebezinha estava quase morrendo… Chamei o veterinário, porém o primeiro diagnostico não foi correto e ela continuou com crises serveras durante o tratamento que ele prescreveu, então procurei uma outra veterinária, já estava muito triste e ela tinha cerca de 5 a 12 convulsões diárias (horrível ver seu bichinho sofrendo, sofremos juntos), felizmente a veterinária prescreveu o Fenobarbital infantil, assim eu pude controlar as crises. Ela ainda toma o Fenobarbital de 12 em 12 horas (nunca esqueço, adoro ver minha bebezinha feliz e saudável), a dose aumentou com o passar dos anos, mas a gente se adapta, o melhor de tudo é saber que eu dou o meu melhor e minha bebezinha tem uma vida plena, feliz e saudável junto da mamãe, papai e das irmãzinhas! Vale a pena cuidar com amor do seu pet! O olhar mais puro e doce que eu recebo são deles!!! Agradeço a Deus por isso!

    • Fabiana Xavier

      Olá, Susanne!

      Muito obrigada por dividir sua história com a gente! Você não ficou no primeiro medicamento, buscou uma segunda opinião e nos mostra que com o tratamento adequado é possível ter uma vida normal.
      Ficamos muito felizes em saber que sua cocker está bem e é muito amada! <3

      Um abraço!

    • Ediclever

      Tenho um Boxer de 4 anos e sua primeira convulsão foi esses dias agora foi horrível…estávamos médica do com fenobarbital meio comprimido. Em um mês de tratamento já passou em um comprimido de doze em doze …mas às vezes ele anda com a patinha traseira Rio que arrastando …..este tipo de doença tem cura

      • Olá, Ediclever!

        Normalmente a convulsão não tem cura, apenas tratamento. Com a medicação há um controle e até redução das crises. Mas quando há uma crise com o animal medicado, normalmente são menos agressivas à eles.

        Um abraço!

    • Hudson

      Ola tenho um caso bem parecido com o seu, e gostaria de opiniões e conselhos.

  6. Vivian

    Olá! Primeiro ótima matéria! Coincidência: sou epilética e hj minha doce Snowball, 2 anos, SDR, teve do nada uma crise, na frente da minha querida filha…. foi assustador, imagino o q meus familiares sentiram quando tive as minhas (estão controladas há mais de 6 anos). Sei por experiência a às vezes não há como achar uma causa, e achei correto q o vet resolveu primeiro tirar sangue e pedir para q eu a observe antes de entrar com algum remédio… torcendo muito pra ser só um grande susto….

    • Olá, Vivian!

      Não consigo nem mensurar os sentimentos que reviveu! Fico muito feliz que tenha encontrado um veterinário que desde o início tenha sido atencioso e competente. E claro, também me alegro em saber que você está bem.

      Obrigada por dividir sua experiência com a gente!
      Um abraço!

  7. Delane Lopes

    Minha cachorrinha teve uma convulsão e foi prescrita gardenal de 100mg, ela já está com quase 2 semanas de tratamento, e depois do remédio ela teve 1 convulsão focal, comprei tb um remédio homeopático e suplemento de ômega 3, esperando chegar e vê como ela reage. Gostei desse texto, tenho lido bastante!

    • Olá, Delane!

      É uma situação muito delicada e muitas vezes os médicos demoram a identificar os motivos da convulsão. Mas com o tratamento adequado e medicação correta, o animal tem vida quase normal. É claro que o responsável ainda precisará evitar situações que o leve ao estresse e euforia, fora isso, podem manter a rotina de sempre.

      Obrigada por dividir sua experiência com a gente!

      Um abraço!

  8. Roberta Melo

    Bom dia. Minha cachorrinha está com onze meses é uma American Bully, e teve uma crise de convulsão muito longa na semana passada, convulsionou mais de 20 vezes seguidas. O primeiro veterinário tratou como envenenamento e aplicou medicação, mas no dia seguinte ele a sedou por duas vezes, pois ela estava convulsionando sedada. Foi então que trocamos de veterinário e o atual mediu a glicemia dela é constatou que estava muito baixa, foi realizado exames de sangue pra descobrir se havia sido envenenada, mas não havia veneno algum. Foi aí que começou o tratamento de hipoglicemia, ela está tomando gardenal para evitar ter convulsões, 100 ml por dia. Houve uma melhora significativa desde então, ela está caminhando sem muita dificuldade, come sozinha, e faz as necessidades fisiológicas.
    Coisas que não estava fazendo, mas percebi que ela não reconhece ninguém, está muito assustada e apática, troca o dia pela noite, faz cocô e xixi em QQ lugar, as vezes fica agressiva, anda pela casa sem rumo, parece querer encontrar um cantinho pra ela.
    Gostaria de saber se isso é normal nesses casos e se existe algum tratamento para ela voltar ao normal. Já era tão carinhosa e brincalhona.

    Obrigada
    Roberta

    • Fabiana Xavier

      Olá, Roberta!

      Nesses casos tão delicados, indicamos uma conversa franca e honesta com o médico que a esta acompanhando. Só ele para informar através de exames clínicos o quadro real da sua cadelinha. Se os danos são permanentes ou passageiros.
      Veja se ele indica além dos tratamentos tradicionais, um homeopático ou fazer acumpultura. Algumas pessoas já relataram resultados muito positivos com terapia alterantiva, mas sem abandonar a tradicional com medicamentos.

      Um abraço!

  9. Simone

    Hoje a tarde meu marido estava preparando o golden para passear (meu SRD sempre passeia depois do golden), quando meu SRD correu para porta para querer ir. Até aí normal. Quando ele virou pra mim, notei que os olhos deles estavam arregalados, pupilas dilatadas e estrábicos (um pra cima e um pra baixo). Eu chamei ele e ele veio, tava andando notmal, mas achei ele meio confuso, um olhar meio perdido, não sei bem como descrever. Minha filha veio ver e nós duas ficamos olhando pra ele, chamando o nome dele, aí ele sentou e ficou olhando daquele jeito pra nós duas. Eu peguei a lanterna do celular e foquei em um olho e depois no outro e as pupilas foram contraindo, diminuindo e ele voltou ao normal. Tudo durou uns 2 minutos no máximo, e depois ele ficou normal. Foi a 1ª vez que isso ocorreu. Falei com a veterinária e ela pediu para eu ficar observando ele, e ir com ela na segunda-feira. Pode ter sido uma convulsão??? Fiquei em pânico na hora!

    • Fabiana Xavier

      Olá, Simone!

      É muito importante que você continue acompanhando o quadro e não deixe de levar na consulta. Mas o que você fez também foi muito importante, chamar pelo nome, ver se ele conseguia andar se estava ciente.
      Vamos ficar na torcida para que nao tenha sido nada grave!

      Um abraço!

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